sexta-feira, 14 de julho de 2017

Uma instituição grega

Esqueça a Acrópole, os templos dos deuses, os edifícios neoclássicos e até a arquitetura clássica! A maravilha grega é o Iogurte!!!!Eu estava super ansioso para provar o verdadeiro e inigualável Iogurte Grego. Nem de longe lembra o do potinho azul que a gente toma aqui no Brasil.
Fiquei contando os segundos para o café da manhã, pois sabia que, com certeza, ia ter. Mas, tolo que fui, esperava os potinhos... que nada! O Iogurte é servido num mega pote e você tira o quanto quiser. Pode ser degustado com frutas, cereais, mel ou simplesmente puro. A combinação iogurte e mel é perfeita. O mel grego é de excelente qualidade. Não tem como explicar muito, tem que provar. E isso vai te custar um bilhete de avião até Atenas. 

O iogurte servido no The Athenian Callirhoe Exclusive Hotel, onde fiquei hospedado foi o melhor que provei nos quinze dias que fiquei na Grécia. Super cremoso e saboroso. Delicioso, uma verdadeira instituição grega.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Novo Museu da Acrópole

Imagine você acabar de chegar em uma cidade e num breve passeio de reconhecimento encontrar um museu que fica aberto até às 22 horas. O que você faz? Deixa para o dia seguinte ou entra e visita? Lembrando que você está quase 24 horas sem dormir... Pois é queridos, eu entrei e visitei o Novo Museu da Acrópole.
Acho que fui atraído pela beleza do prédio moderno, misturado às ruínas que foram encontradas no período de construção do Museu.
 Detalhe das ruínas logo na entrada do Museu
Quem recebe os visitantes é a Coruja de Atena, esculpida em mármore pentélico, datada dos princípios do séc. V a.C.

O Novo Museu da Acrópole foi inaugurado em junho de 2009. Possui uma área total  de 25.000 m2, sendo 14.000 m2 só para exposição. 
Para chegar à parte principal do museu, passamos por uma sala com rampa que remete à subida da Acrópole. Nesta sala estão expostos os achados das encostas do rochedo da Acrópole e não podemos fotografar.
 Panorâmica da entrada principal da exposição, rampa de vidro e a escadaria.


Em algumas salas de exposição a fotografia é liberada. Assim, pude registrar o meu primeiro grande impacto ao ver esse conjunto monumental das cinco Cariátides. A sexta está exposta no Museu Britânico. Esse conjunto de rara beleza, trabalhado em mármore, chama atenção pela delicadeza das dobras das túnicas e também pelas tranças dos longos cabelos das figuras. Originalmente, as Cariátides serviam de base para o Erecteion, Templo Sagrado consagrado aos deuses Atena e Poseidon.  
O coração dispara, o corpo fica arrepiado ao respirar História. Nestes momentos, algo inexplicável acontece e você se dá conta da conexão entre passado, presente, a compra do seu bilhete de avião, o  fato de não ter descansado e tudo fica misturado na sua mente. Difícil demonstrar em palavras. Afinal, estamos falando de 2500 anos.
Não resisti e registrei a minha passagem diante das Cariátides.
De certa forma, depois de ver as Cariátides, você fica um pouco impressionado e, no meu caso, precisei retomar o fôlego para continuar. Parece exagero, mas não é. Na foto acima, a estátua de um urso, animal sagrado de Ártemis. A peça é do séc. IV a.C.
 
A figura masculina acima, foi associada a diversos personagens históricos, o Rei do Bósforo, Rhoemetalces ou o mecenas Ateniense, Herodes Atticus. Séc. II d.C.

No último andar do Museu, fica a Sala do Pártenon e, obviamente, uma maquete da obra.
Detalhes do frontão triangular do Pártenon com os deuses

Ainda na Sala Pártenon, na parte externa, podemos admirar as placas com relevo do friso jônico da edificação. São obras de valor único, que representam o ideal clássico em seu ápice absoluto. 

Nessas placas são representadas diversas cenas, como podemos ver na placa abaixo, três cavaleiros, o primeiro com uma grande capa e o terceiro com um belo chapéu. Chama atenção a sensação de  movimento da cena, evidenciado pelas patas dos cavalos. 


Nos amplos corredores, notei que as pessoas apenas passam e deixam de admirar as placas. Talvez a concorrência com o que se vê através das placas de vidro.
Monte Licabeto - ponto mais alto da cidade de Atenas

O Pártenon

Não estava nos meus planos visitar o Novo Museu da Acrópole logo na chegada. Aliás, nem faço planos. E nessa viagem, nada foi planejado. Foi bom ter começado assim. Não teve fila pra entrar, não teve multidão nas galerias e, de cara, já rolou emoção. Isso não tem preço!

terça-feira, 11 de julho de 2017

Enfim, a Grécia!


Viajar representa ter um folha de papel em branco para escrever uma história. Decidir um destino pode levar meses ou segundos. Este ano em janeiro, comecei a pensar onde deveria passar as férias de 2017. O primeiro passo foi escolher o mês: junho, pois devido à minha atividade de Guia de turismo, este mês é um período de baixa temporada no Rio de Janeiro. Então poderia viajar tranquilo. Para onde? Paris estaria no roteiro claro, faço minhas conexões na cidade, pois viajo sempre de Air France. 
Fazendo a conexão para Atenas no Aeroporto Charles de Gaulle em Paris 

E aí começa uma série de pesquisas, prós e contras e finalmente sai o destino: Grécia!!! E o que visitar??? Isso não foi difícil, fui direto ao ponto, o trio clássico: Atenas, Mykonos e Santorini. Pelo menos eu acho que esse é o clássico. Mas poderia ser Atenas, Creta e Naxos ou ainda, Tessalônica, Rodes e Milos. São tantas cidades e ilhas. E assim foi; dediquei metade da viagem, 15 dias, para descobrir um pouco dos encantos deste país.

Achei junho o mês ideal para esta primeira visita - sim, pretendo voltar mais vezes à Grécia. O calor é suportável durante o dia, as noites são frescas e o fluxo turístico é menor. 
Depois das 11h do Rio até Paris, mais 3 horas de Viagem até Atenas. Há uma diferença de 1h a mais em relação à Paris. Isso significa que a diferença de fuso horário em relação ao Brasil é de 6 horas! Confesso que a adaptação para mim não foi fácil; só na terceira noite em Atenas consegui dormir bem.
Sempre fico encantado com a vista e cruzar os céus admirando o mar com diferentes tonalidades de azul foi uma das melhores experiências do início dessa viagem. 
No Aeroporto Eleftherios Venizelos em Atenas

Na estrada a caminho do Hotel, de olho nas placas e, óbvio, sem entender nada. 


Já passava das 15hs quando cheguei ao The Athenian Callirhoe Exclusive Hotel. 



O hotel, padrão 4 estrelas, tem uma localização excelente, no coração de Atenas. Acredito que não poderia ter feito escolha melhor. Apenas 5 minutos de caminhada separam o hotel da Acrópole, e bastam 15 minutos a pé para chegar até a Praça Syntagma. A estação de metrô Sigrou-fix está 80 metros do Hotel, onde há também estações de Tram (nosso VLT carioca). Se estivesse apenas com uma mala e menos cansado, poderia ter chegado de metrô tranquilamente. Da próxima vez, quem sabe?

Do restaurante situado no terraço do Hotel temos vista privilegiada para a Acrópole, a maior atração da cidade. Quase não acreditei que estava tão perto.

Muitas histórias para contar sobre essa cidade e seu povo alegre e hospitaleiro.

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